O projeto nasce da relação entre matéria, sombra e tempo. Cada superfície foi escolhida pela forma como reage à luz. A pedra natural revela sua profundidade através das variações do desenho mineral, enquanto a madeira escura absorve a luminosidade e constrói uma atmosfera de silêncio. Em contraponto, o verde profundo surge como uma presença orgânica, trazendo calor sem romper a sobriedade da composição. A luz é tratada como matéria. Filtrada pelas persianas, percorre os ambientes ao longo do dia, desenhando novas camadas sobre a arquitetura e transformando continuamente a percepção do espaço. A paleta reduzida elimina o excesso para valorizar a textura, a escala e a permanência dos materiais. Cada elemento ocupa seu lugar com naturalidade, permitindo que arquitetura, mobiliário e arte coexistam em uma composição precisa e atemporal. A composição não busca protagonismo através do gesto. Sua identidade está na contenção, na densidade das matérias e na atmosfera construída entre luz e sombra.

















