Localizado no AGE360, o projeto parte da premissa de dissolver os limites entre arquitetura, paisagem e habitar contemporâneo. A espacialidade é concebida como um fluxo contínuo, onde planos horizontais e verticais se estendem com leveza, permitindo que a luz natural e a vista da cidade sejam protagonistas. A linguagem adotada é essencialmente contemporânea, marcada pela redução formal e pelo rigor na escolha de materiais. Tonalidades neutras e texturas sutis constroem uma atmosfera serena e atemporal. O uso predominante de cores claras amplia a percepção espacial e reforça a ideia de um interior silencioso, quase etéreo, onde cada elemento é cuidadosamente posicionado. O mobiliário, de desenho autoral e curadoria precisa, atua como peças escultóricas dentro do espaço. Formas e volumes generosos dialogam com a linearidade da arquitetura, estabelecendo uma composição dinâmica e sofisticada. Cada ambiente é pensado não apenas como função, mas como experiência sensorial do estar contemplativo à intimidade do morador. Mais do que um conjunto de ambientes, o projeto propõe um modo de habitar: leve, contemplativo e profundamente conectado ao entorno. Um refúgio urbano onde a arquitetura se torna suporte para a vida.




















